Quarto dia: finalmente trabalho!
Bem, após cinco horas de sono, após a tempestade sempre vem a bonança...nós sempre soubémos que, se a montanha não vai a Maomé, lá tem de ir o desgraçado até à montanha, isto é, ao monte Alentejano! Fomos até Gomes Aires, que é uma terra que até podia ser um bom prato de bacalhau!!
E lá o que encontrámos, perguntam vocês? Uma junta de freguesia transformada em centro de saúde, com retrato de metro quadrado do nosso querido Presidente da República, nos seus anos de marialva... De facto, Maria Inês, os holandeses são muito simpáticos, e a manhã com a dra. Maria Boormans foi muito produtiva (ah, e o irmão dela mora em Nai...essa terra inefável!) De registo, a nossa saída apoteótica com direito a galhardetes e ovinhos caseiros...portanto, logicamente que o nosso almoço foi bifinhos de perú com ovo a cavalo, e sobras de Serpa...nhami!
Agora, bem, agora... só pra meter inveja... praia de Albufeira nos aguarda!
xauuuuuuuuuuu...
beijinhos e abraços
Bruno e Susete
A Palavra, essa companheira do pensamento, tradutora do coração! Comunicar é sobreviver, é perpetuar a existência! A todos vós, espíritos, corpos, almas, enfim, pessoas: perpetuem-se...deixem uma Palavra!
quinta-feira, maio 05, 2005
Diários de Almodôvar
Terceiro dia: a beleza alentejana!
Olá amigos! De volta às nossas histórias, com um dia de atraso, pelo que pedimos desculpas às dezenas de entusiastas assíduos que se manifestaram pela ausência de ontem (quem quer que sejam ou onde quer que estejam, são vocês que nos impulsionam e motivam!!!...)
Depois de um amanhecer sonolento, devido à noitada na Ovibeja - que faz bem e se recomenda - lá estivémos nós no Centro de Saúde. E como há saúde nesta terra... tanta, que até nos faltam os doentes...estivemos de SAP (urgência) a fazer aquilo que neste momento é realmente urgente: o trabalho sobre Prescrição Racional de Antibióticos!! O almoço foi caseirinho, aproveitando as sobras do dia anterior (este casalinho de namorados virtuais é muito poupadinho!). À tarde consultámos uma doente com "espondilite nas unhas", o que nos matou os neurónios pela extrema raridade que é!!
Depois deste desgaste psicológico, pegámos nas trouxas e montámos em 100 cavalos franceses(que barulheira) rumo a Mértola, essa pérola à beira rio Guadiana. Encontrámos por lá duas doutoras perdidas, Inês e Companhia, a quem demos boleia até ao Clube Náutico. Recomendamos visita guiada plo ginásio (a Inês Maria tem passes exclusivos, com acesso aos balneários, e muito mais...). Lanchámos com o Tony Carreira no SS (atenção, não confundir com essa mítica polícia alemã), e depois, bem, depois...Centro de Saúde de Mértola, esse paraíso de Babes!!!
Os cavalos estavam cansados, e tivémos de trocar por 100 cavalos alemães, que se portaram lindamente até Serpa, terra do bom queijo e do bom vinho! Fomos recebidos no palácio da Susana e Filipa, que nos brindaram com um sumptuoso jantar: Obrigado meninas! Os tremoços estavam divinais!
A seguir, passeio nocturno de reconhecimento pela espectacular vila, terminando a noite no Fuel, que nos deu combustível pró regresso...
Agora temos mesmo de ir embora, porque temos de organizar as mesas pró baile de finalistas ...
Beijinhos e abraços
Bruno e Susete
Olá amigos! De volta às nossas histórias, com um dia de atraso, pelo que pedimos desculpas às dezenas de entusiastas assíduos que se manifestaram pela ausência de ontem (quem quer que sejam ou onde quer que estejam, são vocês que nos impulsionam e motivam!!!...)
Depois de um amanhecer sonolento, devido à noitada na Ovibeja - que faz bem e se recomenda - lá estivémos nós no Centro de Saúde. E como há saúde nesta terra... tanta, que até nos faltam os doentes...estivemos de SAP (urgência) a fazer aquilo que neste momento é realmente urgente: o trabalho sobre Prescrição Racional de Antibióticos!! O almoço foi caseirinho, aproveitando as sobras do dia anterior (este casalinho de namorados virtuais é muito poupadinho!). À tarde consultámos uma doente com "espondilite nas unhas", o que nos matou os neurónios pela extrema raridade que é!!
Depois deste desgaste psicológico, pegámos nas trouxas e montámos em 100 cavalos franceses(que barulheira) rumo a Mértola, essa pérola à beira rio Guadiana. Encontrámos por lá duas doutoras perdidas, Inês e Companhia, a quem demos boleia até ao Clube Náutico. Recomendamos visita guiada plo ginásio (a Inês Maria tem passes exclusivos, com acesso aos balneários, e muito mais...). Lanchámos com o Tony Carreira no SS (atenção, não confundir com essa mítica polícia alemã), e depois, bem, depois...Centro de Saúde de Mértola, esse paraíso de Babes!!!
Os cavalos estavam cansados, e tivémos de trocar por 100 cavalos alemães, que se portaram lindamente até Serpa, terra do bom queijo e do bom vinho! Fomos recebidos no palácio da Susana e Filipa, que nos brindaram com um sumptuoso jantar: Obrigado meninas! Os tremoços estavam divinais!
A seguir, passeio nocturno de reconhecimento pela espectacular vila, terminando a noite no Fuel, que nos deu combustível pró regresso...
Agora temos mesmo de ir embora, porque temos de organizar as mesas pró baile de finalistas ...
Beijinhos e abraços
Bruno e Susete
terça-feira, maio 03, 2005
Diários de Almodôvar
Segundo dia: A adaptação ao ritmo alucinante
Este dia começou em passo de corrida até a barragem, mas só para alguém, porque outros houve que dormitaram mais um bocadinho isto porque o sono estava corrido, agora imaginem quem e o quê. Pequeno-almoço, senhora que vem fazer as camas, mais um passeio pelas ruas e ala que se faz tarde. Mas Deus tinha uma surpresa para nós, e ainda tivemos tempo pra uma missinha rápida...depois, às 9h30, lá estávamos prontos prá confusão: enfartes, atropelamentos, pneumonias, enfim, o costume! Pelas 12h30, vimos o primeiro doente: uma criança com uma dor na perna!! Bem, que vida complicada aqui...a médica holandesa até nos emprestou um portátil pra fazermos o trabalho. só nos faltam os doentes! vamos ter que os imaginar...
seguiu-se o almoço caseiro, very typical: fusili com um molho de tomate, cebola, cogumelos, ervilhas e fiambre...made with love!
À tarde... q loucura! 6 doentes, c aquelas doenças dificeis e esquisitas...hta, diabetes, etc!
Agora as cusquices: voces nem sabem, mas isto aqui é do piorio: as pessoas andam a vigiar-nos, e até nos dizem "Ah, sim, já vos tinha visto por aí, a comprar pão!!". Tivémos uma conversa agradável com uma funcionária (assim pro ansiosa) que disse: "Ó menina, passa-se isto assim..." enquanto despejava a sua vida toda e batia teimosmente as mãos... a Susete teve (mais) um encontro (i)mediático, desta x com o Vastarel LM (recomenda-se), embalagem de 30 cp e olhos verdes...
Finalmente, só pra saberem que eu e a Susete somos namorados virtuais, como disse a dra. Maria: "Vocês são namorados? Era só pra saber..." pois pois...
Ovibeja, aqui vamos nós agora...beijinhos e abraços...
Bruno e Susete
segunda-feira, maio 02, 2005
Diários de Almodôvar
Primeiro dia: a descoberta
O dia começou ao sabor de tostas e leite quente para avivar o espírito de aventura. Já iniciada a viagem, em pleno cruzamento das Forças Armadas, um encontro de 1º grau: Filipa e Susana a conduzirem e a falarem ao telemóvel, uma actividade ilicita nas estradas portuguesas, naquela que foi uma experiência de telepatia, porque Bruno e Susete estavam no outro semáforo do cruzamento, aos berros, a acenar agitadamente, para serem notados uma vez que eram com eles que elas conversavam. Chegados ao centro de saúde, após uma viagem fulminante no nosso rodinhas fulminante e com direito a um magnífico bolo de laranja feito por mamãe, tivemos (quase) honras de presidente (é claro de junta)!!!!!!!!!!! Aliás, nós é que lhe dissemos para não abandonar a sua importantíssima reunião por visitantes tão insignes. Sim, porque um presidente de junta pode muito bem receber dois alunos de medicina, em detrimento de assuntos como as reformas agrícolas, pensões, água.... Após um breve reconhecimento do território fomos almoçar e demos novo passeio pela barragem (que nem vê-la) e tomámos um café na esplanada que (por acaso) estava fechada. Acomodaram-nos num palacete (em construção)! , com direito a dois apartamentos com cozinhas integradas (hum...que cheirinho a refogados!!), e ainda melhor, cada um com a sua televisão: agora é que o Bruno pode ver a sua novelinha (Olhos d'água), e a Susete pode ver o seu joguinho de futebol (há grandes derbys alentejanos a passar num canal codificado!). Temos também barulho de retroscavadoras 24h por dia e homens das obras (esses intelectuais) a olharem prá Susete e a pensar: "Era no teu chaparro que eu encostava a minha cabecinha!"
Enfim, um dia produtivo, que grande "cansêra"... terminámos em grande com a Adriana, Calcanhoto prós amigos, cantando o "Eu sem Você", a comer um pão delicioso ainda quentinho...
Amanhã há novas aventuras... isto se o ritmo permitir! Sim, porque isto por aqui é só caracóis a correr a grande velocidade!!
Abreijos, Bruno e Susete.
O dia começou ao sabor de tostas e leite quente para avivar o espírito de aventura. Já iniciada a viagem, em pleno cruzamento das Forças Armadas, um encontro de 1º grau: Filipa e Susana a conduzirem e a falarem ao telemóvel, uma actividade ilicita nas estradas portuguesas, naquela que foi uma experiência de telepatia, porque Bruno e Susete estavam no outro semáforo do cruzamento, aos berros, a acenar agitadamente, para serem notados uma vez que eram com eles que elas conversavam. Chegados ao centro de saúde, após uma viagem fulminante no nosso rodinhas fulminante e com direito a um magnífico bolo de laranja feito por mamãe, tivemos (quase) honras de presidente (é claro de junta)!!!!!!!!!!! Aliás, nós é que lhe dissemos para não abandonar a sua importantíssima reunião por visitantes tão insignes. Sim, porque um presidente de junta pode muito bem receber dois alunos de medicina, em detrimento de assuntos como as reformas agrícolas, pensões, água.... Após um breve reconhecimento do território fomos almoçar e demos novo passeio pela barragem (que nem vê-la) e tomámos um café na esplanada que (por acaso) estava fechada. Acomodaram-nos num palacete (em construção)! , com direito a dois apartamentos com cozinhas integradas (hum...que cheirinho a refogados!!), e ainda melhor, cada um com a sua televisão: agora é que o Bruno pode ver a sua novelinha (Olhos d'água), e a Susete pode ver o seu joguinho de futebol (há grandes derbys alentejanos a passar num canal codificado!). Temos também barulho de retroscavadoras 24h por dia e homens das obras (esses intelectuais) a olharem prá Susete e a pensar: "Era no teu chaparro que eu encostava a minha cabecinha!"
Enfim, um dia produtivo, que grande "cansêra"... terminámos em grande com a Adriana, Calcanhoto prós amigos, cantando o "Eu sem Você", a comer um pão delicioso ainda quentinho...
Amanhã há novas aventuras... isto se o ritmo permitir! Sim, porque isto por aqui é só caracóis a correr a grande velocidade!!
Abreijos, Bruno e Susete.
sábado, abril 30, 2005
O Que Foi Não Volta a Ser
Eu trago um buraco no futuro
traz presentes fugidios
e memorias de navios.
Traz tanta confiança
que se é sempre criança
mesmo quando nao se quer,
o que foi nao volta a ser
E o que foi nao volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir.
Nunca se deve esquecer
que nao há volta sem partir
e o que foi nao volta ser.
E o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Xutos e Pontapés
Esta é uma música que me diz muito.
Agradeço a esta banda inesquecível por esta e tantas outras composições de qualidade que marcam a vida de tantos homens...
traz presentes fugidios
e memorias de navios.
Traz tanta confiança
que se é sempre criança
mesmo quando nao se quer,
o que foi nao volta a ser
E o que foi nao volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir.
Nunca se deve esquecer
que nao há volta sem partir
e o que foi nao volta ser.
E o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Xutos e Pontapés
Esta é uma música que me diz muito.
Agradeço a esta banda inesquecível por esta e tantas outras composições de qualidade que marcam a vida de tantos homens...
sexta-feira, abril 29, 2005
DÁ-ME ALGUÉM PARA AMAR
Senhor, quando eu tiver fome, dá-me alguém que necessite de comida;
Quando eu tiver sede, dá-me alguém que precise de água;
Quando eu tiver frio, dá-me alguém que necessite de calor.
Quando eu tiver um aborrecimento, dá-me alguém que necessite de consolo;
Quando minha cruz parecer pesada, dá-me a compartilhar a cruz do outro;
Quando eu me achar pobre, põe a meu lado alguém necessitado.
Quando eu não tiver tempo, dá-me alguém que precise de alguns dos meus minutos;
Quando eu sofrer humilhação dá-me ocasião para elogiar alguém;
Quando eu estiver desanimado, dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando eu sentir necessidade da compreensão dos outros, dá-me alguém que necessite da minha;
Quando eu sentir necessidade de que cuidem de mim, dá-me alguém que eu tenha de atender;
Quando eu pensar só em mim mesmo, volta minha atenção para outra pessoa.
Torna-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje!
Dá-lhes através de nossas mãos, o pão de cada dia,
e dá-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a Paz e a Alegria!
(Madre Teresa de Calcutá)
Esta é uma das orações que mais rezo, é das mais belas que conheço. Reflecte exactamente o sentido que procuro dar à minha breve existência...dar a vida, em cada palavra, gesto e situação. Uma vida que não vem de mim, mas que me pertence, e que me é dada gratuitamente para gastar.
Sinto-me às vezes como uma ampulheta...não é angustiante quando jogamos aqueles jogos em que temos um tempo determinado pela ampulheta para completar a prova, e não conseguimos chegar à solução, à resposta certa, à verdade?!...nunca sabemos exactamente qual o tempo que a ampulheta guarda, mas vê-lo escorrer nos nossos dedos é exasperante...
Como escorre o nosso tempo? Será que ainda estamos longe da verdade que nos faz sentido? Será que ainda não nos conhecemos o suficiente para saber qual a nossa essência e plenitude?
Se não as conhecemos, se não nos conhecemos, nunca saberemos o que é para nós ser felizes. E aí viveremos eternamente à procura da felicidade...quando ela está aqui. O Reino é uma promessa que se concretiza em cada dia, e por isso eternamente, e não somente na eternidade!
E para mim, tal como diz o Salmo 73, a felicidade é estar perto de Deus.
Um abraço aos meus amigos bloggers,
Dabar.
Quando eu tiver sede, dá-me alguém que precise de água;
Quando eu tiver frio, dá-me alguém que necessite de calor.
Quando eu tiver um aborrecimento, dá-me alguém que necessite de consolo;
Quando minha cruz parecer pesada, dá-me a compartilhar a cruz do outro;
Quando eu me achar pobre, põe a meu lado alguém necessitado.
Quando eu não tiver tempo, dá-me alguém que precise de alguns dos meus minutos;
Quando eu sofrer humilhação dá-me ocasião para elogiar alguém;
Quando eu estiver desanimado, dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando eu sentir necessidade da compreensão dos outros, dá-me alguém que necessite da minha;
Quando eu sentir necessidade de que cuidem de mim, dá-me alguém que eu tenha de atender;
Quando eu pensar só em mim mesmo, volta minha atenção para outra pessoa.
Torna-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje!
Dá-lhes através de nossas mãos, o pão de cada dia,
e dá-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a Paz e a Alegria!
(Madre Teresa de Calcutá)
Esta é uma das orações que mais rezo, é das mais belas que conheço. Reflecte exactamente o sentido que procuro dar à minha breve existência...dar a vida, em cada palavra, gesto e situação. Uma vida que não vem de mim, mas que me pertence, e que me é dada gratuitamente para gastar.
Sinto-me às vezes como uma ampulheta...não é angustiante quando jogamos aqueles jogos em que temos um tempo determinado pela ampulheta para completar a prova, e não conseguimos chegar à solução, à resposta certa, à verdade?!...nunca sabemos exactamente qual o tempo que a ampulheta guarda, mas vê-lo escorrer nos nossos dedos é exasperante...
Como escorre o nosso tempo? Será que ainda estamos longe da verdade que nos faz sentido? Será que ainda não nos conhecemos o suficiente para saber qual a nossa essência e plenitude?
Se não as conhecemos, se não nos conhecemos, nunca saberemos o que é para nós ser felizes. E aí viveremos eternamente à procura da felicidade...quando ela está aqui. O Reino é uma promessa que se concretiza em cada dia, e por isso eternamente, e não somente na eternidade!
E para mim, tal como diz o Salmo 73, a felicidade é estar perto de Deus.
Um abraço aos meus amigos bloggers,
Dabar.
quinta-feira, abril 28, 2005
Qual o segredo da vida?
O segredo é amar.
Amar a vida com tudo o que há de bom e mau em nós.
Ouvir a hora breve e apetecida,
Ouvir todos os sons em cada voz, e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar só por amar, com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade,
E ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
Sem limites, fronteiras, horizontes.
Beber em cada fonte,
Florir em cada flor,
Nascer em cada ninho,
Sorver a terra inteira como um vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
Pois um beijo de amor jamais se perde
E cedo refloresce em pão, em água!
Fernanda de Castro
(dedicado a quem bem o procura fazer, e dá a sua vida por isso)
Amar a vida com tudo o que há de bom e mau em nós.
Ouvir a hora breve e apetecida,
Ouvir todos os sons em cada voz, e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar só por amar, com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade,
E ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
Sem limites, fronteiras, horizontes.
Beber em cada fonte,
Florir em cada flor,
Nascer em cada ninho,
Sorver a terra inteira como um vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
Pois um beijo de amor jamais se perde
E cedo refloresce em pão, em água!
Fernanda de Castro
(dedicado a quem bem o procura fazer, e dá a sua vida por isso)
O Velho Sabiá
Guarda o íntimo do coração.
Não o exponhas ao julgamento insensível.
Não te deixes trespassar pelo olhar que não vê.
Não derrames o teu íntimo.
Enxuga o rosto, enfeita-o
com a tua simplicidade e bondade.
A inocência é um dom.
Vive o que vale a pena.
Com sentido.
Mas nem sempre consintas o que sentes.
Procura dentro de ti.
Descobre-o à tua volta.
Ama com liberdade.
Não o exponhas ao julgamento insensível.
Não te deixes trespassar pelo olhar que não vê.
Não derrames o teu íntimo.
Enxuga o rosto, enfeita-o
com a tua simplicidade e bondade.
A inocência é um dom.
Vive o que vale a pena.
Com sentido.
Mas nem sempre consintas o que sentes.
Procura dentro de ti.
Descobre-o à tua volta.
Ama com liberdade.
Boa noite, Abba...
Senhor, na imensidão da Tua presença
Um silêncio envolve minh’alma desanimada
A pobre segue em vão, desnorteada
A busca estéril da sua existência.
No íntimo de cada ser há uma procura de verdade
A vida não faz sentido sem uma identidade
E a voz que me fala baixinho faz-me acreditar
Que há um Deus em mim, que me ama sem cessar
Mas há momentos em que a duvida me assola
Há alturas em que nada me consola
E então preciso que me dês um sinal, não importa qual
Desculpa Pai, por ser tão difícil uma entrega total.
Um silêncio envolve minh’alma desanimada
A pobre segue em vão, desnorteada
A busca estéril da sua existência.
No íntimo de cada ser há uma procura de verdade
A vida não faz sentido sem uma identidade
E a voz que me fala baixinho faz-me acreditar
Que há um Deus em mim, que me ama sem cessar
Mas há momentos em que a duvida me assola
Há alturas em que nada me consola
E então preciso que me dês um sinal, não importa qual
Desculpa Pai, por ser tão difícil uma entrega total.
quarta-feira, abril 27, 2005
Unidos em Ti
Olhei à volta e vi a revolta no rosto do Homem só
A vida vazia, a alma à deriva, à procura… (de quê?)
E o coração em solidão bate sem esperança,
E o olhar sem futuro implora alegria
É preciso mudar, acreditar que Tu dás sentido ao que quero viver
Vem irmão, estende a tua mão,
Vem construir a igreja viva de Cristo!
Liberta as amarras e abre o coração,
Porque a vida é tão mais bela em união...
Unidos a ti, (Pallotti)
Unidos em Ti.
Marca a diferença, semeia o perdão e impõe a razão do amor
A união faz a força pra construir um Homem melhor
É urgente amar, sem medos nem condições,
Porque a vida que se entrega gera vida.
É urgente amar!
Em memória da Turminha (os cinco!!), de uma noite bem passada, e das coisas que realmente fazem sentido...
A vida vazia, a alma à deriva, à procura… (de quê?)
E o coração em solidão bate sem esperança,
E o olhar sem futuro implora alegria
É preciso mudar, acreditar que Tu dás sentido ao que quero viver
Vem irmão, estende a tua mão,
Vem construir a igreja viva de Cristo!
Liberta as amarras e abre o coração,
Porque a vida é tão mais bela em união...
Unidos a ti, (Pallotti)
Unidos em Ti.
Marca a diferença, semeia o perdão e impõe a razão do amor
A união faz a força pra construir um Homem melhor
É urgente amar, sem medos nem condições,
Porque a vida que se entrega gera vida.
É urgente amar!
Em memória da Turminha (os cinco!!), de uma noite bem passada, e das coisas que realmente fazem sentido...
Aqui reside tudo
E todos
Germinam as raízes todas
Aqui está cada um dos braços e dos rostos
Dum só corpo que anda sobre o vento
(...)
No tempo de memórias tristes
Aqui estamos e estaremos
Porque somos
Mais do que pó e húmus
Unida essência dum jardim de vida
Morremos várias vezes no percurso
Mas seremos sempre
Capazes de chegarà vida
Porque somos todos, somos um
por Fernando Costa Andrade
Deus em nós e em Tudo!
A Vida que vence a Morte!
O Amor que vence o próprio Homem!
E todos
Germinam as raízes todas
Aqui está cada um dos braços e dos rostos
Dum só corpo que anda sobre o vento
(...)
No tempo de memórias tristes
Aqui estamos e estaremos
Porque somos
Mais do que pó e húmus
Unida essência dum jardim de vida
Morremos várias vezes no percurso
Mas seremos sempre
Capazes de chegarà vida
Porque somos todos, somos um
por Fernando Costa Andrade
Deus em nós e em Tudo!
A Vida que vence a Morte!
O Amor que vence o próprio Homem!
Que me quereis, perpétuas saudades?
Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.
Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.
Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.
Luí s de Camões
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.
Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.
Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.
Luí s de Camões
Ditoso seja aquele que somente
Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
Luís de Camões
Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
Luís de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Que nós ouçamos sempre a voz da mudança que Deus grita em nós...
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Que nós ouçamos sempre a voz da mudança que Deus grita em nós...
segunda-feira, abril 25, 2005
Desalento
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
por Vinicius de Moraes
À beira-mar...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
por Florbela Espanca,
Em memória das palavras que não morrem no coração.
Em memória dos sentimentos que ridicularizam a razão.
Em memória dos dias em que o tempo é um mero espectador
Do amor que controla o ritmo da vida.
Em tua memória...
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
por Florbela Espanca,
Em memória das palavras que não morrem no coração.
Em memória dos sentimentos que ridicularizam a razão.
Em memória dos dias em que o tempo é um mero espectador
Do amor que controla o ritmo da vida.
Em tua memória...
Repouso...
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
por Fernando Pessoa
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
por Fernando Pessoa
Apaixono-me...
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Amor
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Será que alguem alguma vez melhor descreveu o indescritível?!...
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Será que alguem alguma vez melhor descreveu o indescritível?!...
sábado, abril 23, 2005
A estrela que deixou de brilhar
Sem eu ter sido o que fui
Nunca tu serias o que és
Eu não digo nem ai nem ui
Ando no mundo aos pontapés
A dor é grande é imensa
Que é preferível não falar
Hei-de ter a recompensa
Quando de ti me afastar
Eu sou o que à vista não se vê
Não devo nada a ninguém
Sou aquilo em que se crê
E se acredita também
O silêncio participa
Mais do que possas supor
Nem por sombras antecipa
O estar calado com dor
Cai a chuva no Outono
Cai no Inverno a geada
Meus sonhos ao abandono
De ti não espero mais nada.
Nunca tu serias o que és
Eu não digo nem ai nem ui
Ando no mundo aos pontapés
A dor é grande é imensa
Que é preferível não falar
Hei-de ter a recompensa
Quando de ti me afastar
Eu sou o que à vista não se vê
Não devo nada a ninguém
Sou aquilo em que se crê
E se acredita também
O silêncio participa
Mais do que possas supor
Nem por sombras antecipa
O estar calado com dor
Cai a chuva no Outono
Cai no Inverno a geada
Meus sonhos ao abandono
De ti não espero mais nada.
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