O distraído tropeça nela.
O bruto usa-a como projéctil.
O empreendedor, usando-a, constrói.
O camponês, cansado do trabalho, faz dela assento.
Para as crianças, é brinquedo.
Para os poetas, é inspiração.
Com ela, David matou Golias.
E o artista concebe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não está na pedra,
mas no homem...
Em nós!...
A Palavra, essa companheira do pensamento, tradutora do coração! Comunicar é sobreviver, é perpetuar a existência! A todos vós, espíritos, corpos, almas, enfim, pessoas: perpetuem-se...deixem uma Palavra!
segunda-feira, junho 27, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
Prisão
No meio das correntes a que me prendo
há uma ténue esperança de liberdade;
há um desejo de rasgar o pensamento
e apreciar vorazmente o momento.
Há uma identidade que desvanece
e uma fonte inesgotável de sentimentos abafados.
O sonho de encontrar perde-se no caos total!
Que vontade de ser encontrado por esse alguém ideal...
Porque me prendo eu?
Polícia e prosioneiro, sou réu e juíz.
Faço o crime, flagelo-me, condeno-me, amarro-me, mato-me aos poucos.
Alimento a culpa que come da minha loucura...
Será o amor assim tão forte? Maior ainda que a ingenuidade que o sustenta?
Mas...
Não há razões para deixar de sonhar...
Porque a vida é maior que a morte.
há uma ténue esperança de liberdade;
há um desejo de rasgar o pensamento
e apreciar vorazmente o momento.
Há uma identidade que desvanece
e uma fonte inesgotável de sentimentos abafados.
O sonho de encontrar perde-se no caos total!
Que vontade de ser encontrado por esse alguém ideal...
Porque me prendo eu?
Polícia e prosioneiro, sou réu e juíz.
Faço o crime, flagelo-me, condeno-me, amarro-me, mato-me aos poucos.
Alimento a culpa que come da minha loucura...
Será o amor assim tão forte? Maior ainda que a ingenuidade que o sustenta?
Mas...
Não há razões para deixar de sonhar...
Porque a vida é maior que a morte.
Misty
Vem, ó névoa húmida e quente
e abraça-me com carinho
Afaga-me o cabelo e beija-me,
suavemente...
Deixa-me perder dentro de ti,
e não mais me encontrar...
ser teu, só teu.
Vem, ou vai, de uma vez por todas!
Não me definhes lentamente,
não me enlouqueças em suplício...
e abraça-me com carinho
Afaga-me o cabelo e beija-me,
suavemente...
Deixa-me perder dentro de ti,
e não mais me encontrar...
ser teu, só teu.
Vem, ou vai, de uma vez por todas!
Não me definhes lentamente,
não me enlouqueças em suplício...
Noite de Verão
O céu estrelado faz sempre lembrar-me de ti...
Quando um clarão de luz rasga o firmamento, delicia-me ver todo aquele brilho e encanto!
E acredito que é um beijo teu directo ao meu coração.
Quando um clarão de luz rasga o firmamento, delicia-me ver todo aquele brilho e encanto!
E acredito que é um beijo teu directo ao meu coração.
terça-feira, maio 17, 2005
Brandoa - esse lugar mítico!
Olá amigos bloggers!
Agora que Almodôvar ficou para trás, ficam as saudades de duas semanas muito revigorantes...agora é tempo de reentrar no ritmo alucinante da cidade. Desta vez, estou no Centro de Saúde da Venda Nova, mais propriamente na extensão da Brandoa, que fica em Alfornelos!!!!! :) Que confusão!!
Está a ser muito bom, acho que já vi mais doentes em dois dias do que nas passadas duas semanas! Adoro o meu tutor de estágio, é impressionante! Estou a esforçar-me pra tornar esta oportunidade muito positiva.
Bem, deixo-vos com um poema lindo de alguém que não conheço, mas que realmente me tocou.
Fica a homenagem à alma bonita que deixou escorrer estas palavras.
Um abraço a todos,
Dabar
Nem sempre acreditamos em nós próprios e, por isso, falhamos…
Nem sempre temos a coragem para enfrentar o momento e, por isso, choramos…
Nem sempre nos sentimos disponíveis e, por isso, erramos…
Nem sempre sabemos sorrir e, por isso, sofremos…
A felicidade é sempre uma incógnita e, se adivinhássemos o futuro, o presente não faria sentido e a busca incansável dessa felicidade tornar-se-ia efémera…
Para tudo, há que saber esperar com esperança!
Para tudo, há que ter Fé naquilo que somos e naquilo que queremos ser…
Só assim conseguiremos provar o nosso talento,
Mesmo que nem sempre nos deixem mostrar o nosso valor…
Se a felicidade é uma construção,
Então deverá ser edificada dia após dia, sem pressas…
Os seus alicerces devem ser estruturados com dúvidas mas também com grandes certezas…
E a minha maior certeza é que, se estou viva, tenho que o demonstrar, para que, um dia, alguém se lembre de mim como um ser que soube sorrir pela graça da vida e chorar lágrimas doces pelas penas sofridas…
Nem sempre sabemos o que escrever e, por isso paramos…
Nem sempre sabemos o que dizer e, por isso, calamos…
Nem sempre posso estar ao teu lado e, por isso, desculpa…
Contudo, fica com a certeza de que, se a felicidade for mesmo uma construção, precisarei de ti para continuar a edificar a casa dos meus sonhos…
Por estares aí, obrigada…
A. R. C.
Agora que Almodôvar ficou para trás, ficam as saudades de duas semanas muito revigorantes...agora é tempo de reentrar no ritmo alucinante da cidade. Desta vez, estou no Centro de Saúde da Venda Nova, mais propriamente na extensão da Brandoa, que fica em Alfornelos!!!!! :) Que confusão!!
Está a ser muito bom, acho que já vi mais doentes em dois dias do que nas passadas duas semanas! Adoro o meu tutor de estágio, é impressionante! Estou a esforçar-me pra tornar esta oportunidade muito positiva.
Bem, deixo-vos com um poema lindo de alguém que não conheço, mas que realmente me tocou.
Fica a homenagem à alma bonita que deixou escorrer estas palavras.
Um abraço a todos,
Dabar
Nem sempre acreditamos em nós próprios e, por isso, falhamos…
Nem sempre temos a coragem para enfrentar o momento e, por isso, choramos…
Nem sempre nos sentimos disponíveis e, por isso, erramos…
Nem sempre sabemos sorrir e, por isso, sofremos…
A felicidade é sempre uma incógnita e, se adivinhássemos o futuro, o presente não faria sentido e a busca incansável dessa felicidade tornar-se-ia efémera…
Para tudo, há que saber esperar com esperança!
Para tudo, há que ter Fé naquilo que somos e naquilo que queremos ser…
Só assim conseguiremos provar o nosso talento,
Mesmo que nem sempre nos deixem mostrar o nosso valor…
Se a felicidade é uma construção,
Então deverá ser edificada dia após dia, sem pressas…
Os seus alicerces devem ser estruturados com dúvidas mas também com grandes certezas…
E a minha maior certeza é que, se estou viva, tenho que o demonstrar, para que, um dia, alguém se lembre de mim como um ser que soube sorrir pela graça da vida e chorar lágrimas doces pelas penas sofridas…
Nem sempre sabemos o que escrever e, por isso paramos…
Nem sempre sabemos o que dizer e, por isso, calamos…
Nem sempre posso estar ao teu lado e, por isso, desculpa…
Contudo, fica com a certeza de que, se a felicidade for mesmo uma construção, precisarei de ti para continuar a edificar a casa dos meus sonhos…
Por estares aí, obrigada…
A. R. C.
quinta-feira, maio 12, 2005
O Nosso Tempo...
Há um tempo de plantar
Um tempo de renascer
Um tempo para crescer
E um tempo para colher
Um tempo para dormir o tempo de despertar
Tudo tem o seu momento
E hoje se te oferece um tempo:
Um tempo para estrear...
Um tempo para estrear o coração
Que é o mesmo que estrear
Os motivos, a ilusão
A vida por entregar
A força da oração
E a coragem de actuar
As antenas do amor para ver para escutar
Tempo de estrear os passos
De intuir e de buscar
Novos caminhos, aqueles
Que mais podem aproximar
Ao irmão mais pequeno
Ao diferente, ao igual
Ao mundo que necessita
Fermento, Luz e Sal
Tudo tem o seu momento...
E cada coisa o seu tempo...
E o tempo que hoje se te dá
É o momento oportuno
Que não é para "continuar"
Com o vinho em odres velhos
Nem de voltar a "começar"
Com a terra do caminho que se nos pegou ao andar
É o tempo de Deus, o teu tempo
Um tempo para estrear...
(Odília Madail),
Ou alguém ainda mais especial...
Um tempo de renascer
Um tempo para crescer
E um tempo para colher
Um tempo para dormir o tempo de despertar
Tudo tem o seu momento
E hoje se te oferece um tempo:
Um tempo para estrear...
Um tempo para estrear o coração
Que é o mesmo que estrear
Os motivos, a ilusão
A vida por entregar
A força da oração
E a coragem de actuar
As antenas do amor para ver para escutar
Tempo de estrear os passos
De intuir e de buscar
Novos caminhos, aqueles
Que mais podem aproximar
Ao irmão mais pequeno
Ao diferente, ao igual
Ao mundo que necessita
Fermento, Luz e Sal
Tudo tem o seu momento...
E cada coisa o seu tempo...
E o tempo que hoje se te dá
É o momento oportuno
Que não é para "continuar"
Com o vinho em odres velhos
Nem de voltar a "começar"
Com a terra do caminho que se nos pegou ao andar
É o tempo de Deus, o teu tempo
Um tempo para estrear...
(Odília Madail),
Ou alguém ainda mais especial...
terça-feira, maio 10, 2005
Diários de Almodôvar
Boa tarde amigos bloggers...
De regresso a estas lides, depois de um fim de semana FANTÁSTICO em terras de Pires da Silva...conhecem? fica ali prós lados de Albufeira...reparem bem, se o Reino de Deus não somos nós que o fazemos aqui mesmo na Terra: o cenário estava criado...uma casa bonita com uma piscina refrescante, uma churrascada suculenta, acompanhada dos habituais pratos vegetarianos prós nossos alfacinhas, e os amigos todos reunidos!! Os mergulhos, os jogos de polo aquatico, as musicas, os risos e a descontracção foram os ingredientes para um Domingo de luxo. Claro está, depois de um Sábado animadissímo, com o jantar de anos da querida Patinha em Vilamoura, o casino, onde nos esperava a nossa querida embaixadora de Macau, Claudia Ho, o bar do Figo, onde se ouve música moderna, como aquela: "Eu sei, eu sei, és a linda portuguesa com quem quero casar...", e o final da noite na Kapitulo Disco (so pros mais resistentes, pq os outros (re)capitularam logo na cama...)
Bem, entretanto, em Almodôvar, a Susete ia sendo assassinada por um caixote do lixo com uma perturbação borderline da personalidade, mas eu dei-lhe logo um cheirinho de Haldol...(só pros malucos, né Bruno?)
Bem, as canoas do rio Guadiana esperam-nos agora...sim, aqui em Mértola, a vida é outra!!
Beijinhos e abraços,
Bruno e Susete
De regresso a estas lides, depois de um fim de semana FANTÁSTICO em terras de Pires da Silva...conhecem? fica ali prós lados de Albufeira...reparem bem, se o Reino de Deus não somos nós que o fazemos aqui mesmo na Terra: o cenário estava criado...uma casa bonita com uma piscina refrescante, uma churrascada suculenta, acompanhada dos habituais pratos vegetarianos prós nossos alfacinhas, e os amigos todos reunidos!! Os mergulhos, os jogos de polo aquatico, as musicas, os risos e a descontracção foram os ingredientes para um Domingo de luxo. Claro está, depois de um Sábado animadissímo, com o jantar de anos da querida Patinha em Vilamoura, o casino, onde nos esperava a nossa querida embaixadora de Macau, Claudia Ho, o bar do Figo, onde se ouve música moderna, como aquela: "Eu sei, eu sei, és a linda portuguesa com quem quero casar...", e o final da noite na Kapitulo Disco (so pros mais resistentes, pq os outros (re)capitularam logo na cama...)
Bem, entretanto, em Almodôvar, a Susete ia sendo assassinada por um caixote do lixo com uma perturbação borderline da personalidade, mas eu dei-lhe logo um cheirinho de Haldol...(só pros malucos, né Bruno?)
Bem, as canoas do rio Guadiana esperam-nos agora...sim, aqui em Mértola, a vida é outra!!
Beijinhos e abraços,
Bruno e Susete
quinta-feira, maio 05, 2005
Diários de Almodôvar
Quarto dia: finalmente trabalho!
Bem, após cinco horas de sono, após a tempestade sempre vem a bonança...nós sempre soubémos que, se a montanha não vai a Maomé, lá tem de ir o desgraçado até à montanha, isto é, ao monte Alentejano! Fomos até Gomes Aires, que é uma terra que até podia ser um bom prato de bacalhau!!
E lá o que encontrámos, perguntam vocês? Uma junta de freguesia transformada em centro de saúde, com retrato de metro quadrado do nosso querido Presidente da República, nos seus anos de marialva... De facto, Maria Inês, os holandeses são muito simpáticos, e a manhã com a dra. Maria Boormans foi muito produtiva (ah, e o irmão dela mora em Nai...essa terra inefável!) De registo, a nossa saída apoteótica com direito a galhardetes e ovinhos caseiros...portanto, logicamente que o nosso almoço foi bifinhos de perú com ovo a cavalo, e sobras de Serpa...nhami!
Agora, bem, agora... só pra meter inveja... praia de Albufeira nos aguarda!
xauuuuuuuuuuu...
beijinhos e abraços
Bruno e Susete
Bem, após cinco horas de sono, após a tempestade sempre vem a bonança...nós sempre soubémos que, se a montanha não vai a Maomé, lá tem de ir o desgraçado até à montanha, isto é, ao monte Alentejano! Fomos até Gomes Aires, que é uma terra que até podia ser um bom prato de bacalhau!!
E lá o que encontrámos, perguntam vocês? Uma junta de freguesia transformada em centro de saúde, com retrato de metro quadrado do nosso querido Presidente da República, nos seus anos de marialva... De facto, Maria Inês, os holandeses são muito simpáticos, e a manhã com a dra. Maria Boormans foi muito produtiva (ah, e o irmão dela mora em Nai...essa terra inefável!) De registo, a nossa saída apoteótica com direito a galhardetes e ovinhos caseiros...portanto, logicamente que o nosso almoço foi bifinhos de perú com ovo a cavalo, e sobras de Serpa...nhami!
Agora, bem, agora... só pra meter inveja... praia de Albufeira nos aguarda!
xauuuuuuuuuuu...
beijinhos e abraços
Bruno e Susete
Diários de Almodôvar
Terceiro dia: a beleza alentejana!
Olá amigos! De volta às nossas histórias, com um dia de atraso, pelo que pedimos desculpas às dezenas de entusiastas assíduos que se manifestaram pela ausência de ontem (quem quer que sejam ou onde quer que estejam, são vocês que nos impulsionam e motivam!!!...)
Depois de um amanhecer sonolento, devido à noitada na Ovibeja - que faz bem e se recomenda - lá estivémos nós no Centro de Saúde. E como há saúde nesta terra... tanta, que até nos faltam os doentes...estivemos de SAP (urgência) a fazer aquilo que neste momento é realmente urgente: o trabalho sobre Prescrição Racional de Antibióticos!! O almoço foi caseirinho, aproveitando as sobras do dia anterior (este casalinho de namorados virtuais é muito poupadinho!). À tarde consultámos uma doente com "espondilite nas unhas", o que nos matou os neurónios pela extrema raridade que é!!
Depois deste desgaste psicológico, pegámos nas trouxas e montámos em 100 cavalos franceses(que barulheira) rumo a Mértola, essa pérola à beira rio Guadiana. Encontrámos por lá duas doutoras perdidas, Inês e Companhia, a quem demos boleia até ao Clube Náutico. Recomendamos visita guiada plo ginásio (a Inês Maria tem passes exclusivos, com acesso aos balneários, e muito mais...). Lanchámos com o Tony Carreira no SS (atenção, não confundir com essa mítica polícia alemã), e depois, bem, depois...Centro de Saúde de Mértola, esse paraíso de Babes!!!
Os cavalos estavam cansados, e tivémos de trocar por 100 cavalos alemães, que se portaram lindamente até Serpa, terra do bom queijo e do bom vinho! Fomos recebidos no palácio da Susana e Filipa, que nos brindaram com um sumptuoso jantar: Obrigado meninas! Os tremoços estavam divinais!
A seguir, passeio nocturno de reconhecimento pela espectacular vila, terminando a noite no Fuel, que nos deu combustível pró regresso...
Agora temos mesmo de ir embora, porque temos de organizar as mesas pró baile de finalistas ...
Beijinhos e abraços
Bruno e Susete
Olá amigos! De volta às nossas histórias, com um dia de atraso, pelo que pedimos desculpas às dezenas de entusiastas assíduos que se manifestaram pela ausência de ontem (quem quer que sejam ou onde quer que estejam, são vocês que nos impulsionam e motivam!!!...)
Depois de um amanhecer sonolento, devido à noitada na Ovibeja - que faz bem e se recomenda - lá estivémos nós no Centro de Saúde. E como há saúde nesta terra... tanta, que até nos faltam os doentes...estivemos de SAP (urgência) a fazer aquilo que neste momento é realmente urgente: o trabalho sobre Prescrição Racional de Antibióticos!! O almoço foi caseirinho, aproveitando as sobras do dia anterior (este casalinho de namorados virtuais é muito poupadinho!). À tarde consultámos uma doente com "espondilite nas unhas", o que nos matou os neurónios pela extrema raridade que é!!
Depois deste desgaste psicológico, pegámos nas trouxas e montámos em 100 cavalos franceses(que barulheira) rumo a Mértola, essa pérola à beira rio Guadiana. Encontrámos por lá duas doutoras perdidas, Inês e Companhia, a quem demos boleia até ao Clube Náutico. Recomendamos visita guiada plo ginásio (a Inês Maria tem passes exclusivos, com acesso aos balneários, e muito mais...). Lanchámos com o Tony Carreira no SS (atenção, não confundir com essa mítica polícia alemã), e depois, bem, depois...Centro de Saúde de Mértola, esse paraíso de Babes!!!
Os cavalos estavam cansados, e tivémos de trocar por 100 cavalos alemães, que se portaram lindamente até Serpa, terra do bom queijo e do bom vinho! Fomos recebidos no palácio da Susana e Filipa, que nos brindaram com um sumptuoso jantar: Obrigado meninas! Os tremoços estavam divinais!
A seguir, passeio nocturno de reconhecimento pela espectacular vila, terminando a noite no Fuel, que nos deu combustível pró regresso...
Agora temos mesmo de ir embora, porque temos de organizar as mesas pró baile de finalistas ...
Beijinhos e abraços
Bruno e Susete
terça-feira, maio 03, 2005
Diários de Almodôvar
Segundo dia: A adaptação ao ritmo alucinante
Este dia começou em passo de corrida até a barragem, mas só para alguém, porque outros houve que dormitaram mais um bocadinho isto porque o sono estava corrido, agora imaginem quem e o quê. Pequeno-almoço, senhora que vem fazer as camas, mais um passeio pelas ruas e ala que se faz tarde. Mas Deus tinha uma surpresa para nós, e ainda tivemos tempo pra uma missinha rápida...depois, às 9h30, lá estávamos prontos prá confusão: enfartes, atropelamentos, pneumonias, enfim, o costume! Pelas 12h30, vimos o primeiro doente: uma criança com uma dor na perna!! Bem, que vida complicada aqui...a médica holandesa até nos emprestou um portátil pra fazermos o trabalho. só nos faltam os doentes! vamos ter que os imaginar...
seguiu-se o almoço caseiro, very typical: fusili com um molho de tomate, cebola, cogumelos, ervilhas e fiambre...made with love!
À tarde... q loucura! 6 doentes, c aquelas doenças dificeis e esquisitas...hta, diabetes, etc!
Agora as cusquices: voces nem sabem, mas isto aqui é do piorio: as pessoas andam a vigiar-nos, e até nos dizem "Ah, sim, já vos tinha visto por aí, a comprar pão!!". Tivémos uma conversa agradável com uma funcionária (assim pro ansiosa) que disse: "Ó menina, passa-se isto assim..." enquanto despejava a sua vida toda e batia teimosmente as mãos... a Susete teve (mais) um encontro (i)mediático, desta x com o Vastarel LM (recomenda-se), embalagem de 30 cp e olhos verdes...
Finalmente, só pra saberem que eu e a Susete somos namorados virtuais, como disse a dra. Maria: "Vocês são namorados? Era só pra saber..." pois pois...
Ovibeja, aqui vamos nós agora...beijinhos e abraços...
Bruno e Susete
segunda-feira, maio 02, 2005
Diários de Almodôvar
Primeiro dia: a descoberta
O dia começou ao sabor de tostas e leite quente para avivar o espírito de aventura. Já iniciada a viagem, em pleno cruzamento das Forças Armadas, um encontro de 1º grau: Filipa e Susana a conduzirem e a falarem ao telemóvel, uma actividade ilicita nas estradas portuguesas, naquela que foi uma experiência de telepatia, porque Bruno e Susete estavam no outro semáforo do cruzamento, aos berros, a acenar agitadamente, para serem notados uma vez que eram com eles que elas conversavam. Chegados ao centro de saúde, após uma viagem fulminante no nosso rodinhas fulminante e com direito a um magnífico bolo de laranja feito por mamãe, tivemos (quase) honras de presidente (é claro de junta)!!!!!!!!!!! Aliás, nós é que lhe dissemos para não abandonar a sua importantíssima reunião por visitantes tão insignes. Sim, porque um presidente de junta pode muito bem receber dois alunos de medicina, em detrimento de assuntos como as reformas agrícolas, pensões, água.... Após um breve reconhecimento do território fomos almoçar e demos novo passeio pela barragem (que nem vê-la) e tomámos um café na esplanada que (por acaso) estava fechada. Acomodaram-nos num palacete (em construção)! , com direito a dois apartamentos com cozinhas integradas (hum...que cheirinho a refogados!!), e ainda melhor, cada um com a sua televisão: agora é que o Bruno pode ver a sua novelinha (Olhos d'água), e a Susete pode ver o seu joguinho de futebol (há grandes derbys alentejanos a passar num canal codificado!). Temos também barulho de retroscavadoras 24h por dia e homens das obras (esses intelectuais) a olharem prá Susete e a pensar: "Era no teu chaparro que eu encostava a minha cabecinha!"
Enfim, um dia produtivo, que grande "cansêra"... terminámos em grande com a Adriana, Calcanhoto prós amigos, cantando o "Eu sem Você", a comer um pão delicioso ainda quentinho...
Amanhã há novas aventuras... isto se o ritmo permitir! Sim, porque isto por aqui é só caracóis a correr a grande velocidade!!
Abreijos, Bruno e Susete.
O dia começou ao sabor de tostas e leite quente para avivar o espírito de aventura. Já iniciada a viagem, em pleno cruzamento das Forças Armadas, um encontro de 1º grau: Filipa e Susana a conduzirem e a falarem ao telemóvel, uma actividade ilicita nas estradas portuguesas, naquela que foi uma experiência de telepatia, porque Bruno e Susete estavam no outro semáforo do cruzamento, aos berros, a acenar agitadamente, para serem notados uma vez que eram com eles que elas conversavam. Chegados ao centro de saúde, após uma viagem fulminante no nosso rodinhas fulminante e com direito a um magnífico bolo de laranja feito por mamãe, tivemos (quase) honras de presidente (é claro de junta)!!!!!!!!!!! Aliás, nós é que lhe dissemos para não abandonar a sua importantíssima reunião por visitantes tão insignes. Sim, porque um presidente de junta pode muito bem receber dois alunos de medicina, em detrimento de assuntos como as reformas agrícolas, pensões, água.... Após um breve reconhecimento do território fomos almoçar e demos novo passeio pela barragem (que nem vê-la) e tomámos um café na esplanada que (por acaso) estava fechada. Acomodaram-nos num palacete (em construção)! , com direito a dois apartamentos com cozinhas integradas (hum...que cheirinho a refogados!!), e ainda melhor, cada um com a sua televisão: agora é que o Bruno pode ver a sua novelinha (Olhos d'água), e a Susete pode ver o seu joguinho de futebol (há grandes derbys alentejanos a passar num canal codificado!). Temos também barulho de retroscavadoras 24h por dia e homens das obras (esses intelectuais) a olharem prá Susete e a pensar: "Era no teu chaparro que eu encostava a minha cabecinha!"
Enfim, um dia produtivo, que grande "cansêra"... terminámos em grande com a Adriana, Calcanhoto prós amigos, cantando o "Eu sem Você", a comer um pão delicioso ainda quentinho...
Amanhã há novas aventuras... isto se o ritmo permitir! Sim, porque isto por aqui é só caracóis a correr a grande velocidade!!
Abreijos, Bruno e Susete.
sábado, abril 30, 2005
O Que Foi Não Volta a Ser
Eu trago um buraco no futuro
traz presentes fugidios
e memorias de navios.
Traz tanta confiança
que se é sempre criança
mesmo quando nao se quer,
o que foi nao volta a ser
E o que foi nao volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir.
Nunca se deve esquecer
que nao há volta sem partir
e o que foi nao volta ser.
E o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Xutos e Pontapés
Esta é uma música que me diz muito.
Agradeço a esta banda inesquecível por esta e tantas outras composições de qualidade que marcam a vida de tantos homens...
traz presentes fugidios
e memorias de navios.
Traz tanta confiança
que se é sempre criança
mesmo quando nao se quer,
o que foi nao volta a ser
E o que foi nao volta a ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Pode vir algo melhor
embora sempre pareça
que o pior esta por vir.
Nunca se deve esquecer
que nao há volta sem partir
e o que foi nao volta ser.
E o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder,
e o que foi nao volta a ser.
Xutos e Pontapés
Esta é uma música que me diz muito.
Agradeço a esta banda inesquecível por esta e tantas outras composições de qualidade que marcam a vida de tantos homens...
sexta-feira, abril 29, 2005
DÁ-ME ALGUÉM PARA AMAR
Senhor, quando eu tiver fome, dá-me alguém que necessite de comida;
Quando eu tiver sede, dá-me alguém que precise de água;
Quando eu tiver frio, dá-me alguém que necessite de calor.
Quando eu tiver um aborrecimento, dá-me alguém que necessite de consolo;
Quando minha cruz parecer pesada, dá-me a compartilhar a cruz do outro;
Quando eu me achar pobre, põe a meu lado alguém necessitado.
Quando eu não tiver tempo, dá-me alguém que precise de alguns dos meus minutos;
Quando eu sofrer humilhação dá-me ocasião para elogiar alguém;
Quando eu estiver desanimado, dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando eu sentir necessidade da compreensão dos outros, dá-me alguém que necessite da minha;
Quando eu sentir necessidade de que cuidem de mim, dá-me alguém que eu tenha de atender;
Quando eu pensar só em mim mesmo, volta minha atenção para outra pessoa.
Torna-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje!
Dá-lhes através de nossas mãos, o pão de cada dia,
e dá-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a Paz e a Alegria!
(Madre Teresa de Calcutá)
Esta é uma das orações que mais rezo, é das mais belas que conheço. Reflecte exactamente o sentido que procuro dar à minha breve existência...dar a vida, em cada palavra, gesto e situação. Uma vida que não vem de mim, mas que me pertence, e que me é dada gratuitamente para gastar.
Sinto-me às vezes como uma ampulheta...não é angustiante quando jogamos aqueles jogos em que temos um tempo determinado pela ampulheta para completar a prova, e não conseguimos chegar à solução, à resposta certa, à verdade?!...nunca sabemos exactamente qual o tempo que a ampulheta guarda, mas vê-lo escorrer nos nossos dedos é exasperante...
Como escorre o nosso tempo? Será que ainda estamos longe da verdade que nos faz sentido? Será que ainda não nos conhecemos o suficiente para saber qual a nossa essência e plenitude?
Se não as conhecemos, se não nos conhecemos, nunca saberemos o que é para nós ser felizes. E aí viveremos eternamente à procura da felicidade...quando ela está aqui. O Reino é uma promessa que se concretiza em cada dia, e por isso eternamente, e não somente na eternidade!
E para mim, tal como diz o Salmo 73, a felicidade é estar perto de Deus.
Um abraço aos meus amigos bloggers,
Dabar.
Quando eu tiver sede, dá-me alguém que precise de água;
Quando eu tiver frio, dá-me alguém que necessite de calor.
Quando eu tiver um aborrecimento, dá-me alguém que necessite de consolo;
Quando minha cruz parecer pesada, dá-me a compartilhar a cruz do outro;
Quando eu me achar pobre, põe a meu lado alguém necessitado.
Quando eu não tiver tempo, dá-me alguém que precise de alguns dos meus minutos;
Quando eu sofrer humilhação dá-me ocasião para elogiar alguém;
Quando eu estiver desanimado, dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando eu sentir necessidade da compreensão dos outros, dá-me alguém que necessite da minha;
Quando eu sentir necessidade de que cuidem de mim, dá-me alguém que eu tenha de atender;
Quando eu pensar só em mim mesmo, volta minha atenção para outra pessoa.
Torna-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje!
Dá-lhes através de nossas mãos, o pão de cada dia,
e dá-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a Paz e a Alegria!
(Madre Teresa de Calcutá)
Esta é uma das orações que mais rezo, é das mais belas que conheço. Reflecte exactamente o sentido que procuro dar à minha breve existência...dar a vida, em cada palavra, gesto e situação. Uma vida que não vem de mim, mas que me pertence, e que me é dada gratuitamente para gastar.
Sinto-me às vezes como uma ampulheta...não é angustiante quando jogamos aqueles jogos em que temos um tempo determinado pela ampulheta para completar a prova, e não conseguimos chegar à solução, à resposta certa, à verdade?!...nunca sabemos exactamente qual o tempo que a ampulheta guarda, mas vê-lo escorrer nos nossos dedos é exasperante...
Como escorre o nosso tempo? Será que ainda estamos longe da verdade que nos faz sentido? Será que ainda não nos conhecemos o suficiente para saber qual a nossa essência e plenitude?
Se não as conhecemos, se não nos conhecemos, nunca saberemos o que é para nós ser felizes. E aí viveremos eternamente à procura da felicidade...quando ela está aqui. O Reino é uma promessa que se concretiza em cada dia, e por isso eternamente, e não somente na eternidade!
E para mim, tal como diz o Salmo 73, a felicidade é estar perto de Deus.
Um abraço aos meus amigos bloggers,
Dabar.
quinta-feira, abril 28, 2005
Qual o segredo da vida?
O segredo é amar.
Amar a vida com tudo o que há de bom e mau em nós.
Ouvir a hora breve e apetecida,
Ouvir todos os sons em cada voz, e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar só por amar, com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade,
E ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
Sem limites, fronteiras, horizontes.
Beber em cada fonte,
Florir em cada flor,
Nascer em cada ninho,
Sorver a terra inteira como um vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
Pois um beijo de amor jamais se perde
E cedo refloresce em pão, em água!
Fernanda de Castro
(dedicado a quem bem o procura fazer, e dá a sua vida por isso)
Amar a vida com tudo o que há de bom e mau em nós.
Ouvir a hora breve e apetecida,
Ouvir todos os sons em cada voz, e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar só por amar, com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade,
E ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
Sem limites, fronteiras, horizontes.
Beber em cada fonte,
Florir em cada flor,
Nascer em cada ninho,
Sorver a terra inteira como um vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
Pois um beijo de amor jamais se perde
E cedo refloresce em pão, em água!
Fernanda de Castro
(dedicado a quem bem o procura fazer, e dá a sua vida por isso)
O Velho Sabiá
Guarda o íntimo do coração.
Não o exponhas ao julgamento insensível.
Não te deixes trespassar pelo olhar que não vê.
Não derrames o teu íntimo.
Enxuga o rosto, enfeita-o
com a tua simplicidade e bondade.
A inocência é um dom.
Vive o que vale a pena.
Com sentido.
Mas nem sempre consintas o que sentes.
Procura dentro de ti.
Descobre-o à tua volta.
Ama com liberdade.
Não o exponhas ao julgamento insensível.
Não te deixes trespassar pelo olhar que não vê.
Não derrames o teu íntimo.
Enxuga o rosto, enfeita-o
com a tua simplicidade e bondade.
A inocência é um dom.
Vive o que vale a pena.
Com sentido.
Mas nem sempre consintas o que sentes.
Procura dentro de ti.
Descobre-o à tua volta.
Ama com liberdade.
Boa noite, Abba...
Senhor, na imensidão da Tua presença
Um silêncio envolve minh’alma desanimada
A pobre segue em vão, desnorteada
A busca estéril da sua existência.
No íntimo de cada ser há uma procura de verdade
A vida não faz sentido sem uma identidade
E a voz que me fala baixinho faz-me acreditar
Que há um Deus em mim, que me ama sem cessar
Mas há momentos em que a duvida me assola
Há alturas em que nada me consola
E então preciso que me dês um sinal, não importa qual
Desculpa Pai, por ser tão difícil uma entrega total.
Um silêncio envolve minh’alma desanimada
A pobre segue em vão, desnorteada
A busca estéril da sua existência.
No íntimo de cada ser há uma procura de verdade
A vida não faz sentido sem uma identidade
E a voz que me fala baixinho faz-me acreditar
Que há um Deus em mim, que me ama sem cessar
Mas há momentos em que a duvida me assola
Há alturas em que nada me consola
E então preciso que me dês um sinal, não importa qual
Desculpa Pai, por ser tão difícil uma entrega total.
quarta-feira, abril 27, 2005
Unidos em Ti
Olhei à volta e vi a revolta no rosto do Homem só
A vida vazia, a alma à deriva, à procura… (de quê?)
E o coração em solidão bate sem esperança,
E o olhar sem futuro implora alegria
É preciso mudar, acreditar que Tu dás sentido ao que quero viver
Vem irmão, estende a tua mão,
Vem construir a igreja viva de Cristo!
Liberta as amarras e abre o coração,
Porque a vida é tão mais bela em união...
Unidos a ti, (Pallotti)
Unidos em Ti.
Marca a diferença, semeia o perdão e impõe a razão do amor
A união faz a força pra construir um Homem melhor
É urgente amar, sem medos nem condições,
Porque a vida que se entrega gera vida.
É urgente amar!
Em memória da Turminha (os cinco!!), de uma noite bem passada, e das coisas que realmente fazem sentido...
A vida vazia, a alma à deriva, à procura… (de quê?)
E o coração em solidão bate sem esperança,
E o olhar sem futuro implora alegria
É preciso mudar, acreditar que Tu dás sentido ao que quero viver
Vem irmão, estende a tua mão,
Vem construir a igreja viva de Cristo!
Liberta as amarras e abre o coração,
Porque a vida é tão mais bela em união...
Unidos a ti, (Pallotti)
Unidos em Ti.
Marca a diferença, semeia o perdão e impõe a razão do amor
A união faz a força pra construir um Homem melhor
É urgente amar, sem medos nem condições,
Porque a vida que se entrega gera vida.
É urgente amar!
Em memória da Turminha (os cinco!!), de uma noite bem passada, e das coisas que realmente fazem sentido...
Aqui reside tudo
E todos
Germinam as raízes todas
Aqui está cada um dos braços e dos rostos
Dum só corpo que anda sobre o vento
(...)
No tempo de memórias tristes
Aqui estamos e estaremos
Porque somos
Mais do que pó e húmus
Unida essência dum jardim de vida
Morremos várias vezes no percurso
Mas seremos sempre
Capazes de chegarà vida
Porque somos todos, somos um
por Fernando Costa Andrade
Deus em nós e em Tudo!
A Vida que vence a Morte!
O Amor que vence o próprio Homem!
E todos
Germinam as raízes todas
Aqui está cada um dos braços e dos rostos
Dum só corpo que anda sobre o vento
(...)
No tempo de memórias tristes
Aqui estamos e estaremos
Porque somos
Mais do que pó e húmus
Unida essência dum jardim de vida
Morremos várias vezes no percurso
Mas seremos sempre
Capazes de chegarà vida
Porque somos todos, somos um
por Fernando Costa Andrade
Deus em nós e em Tudo!
A Vida que vence a Morte!
O Amor que vence o próprio Homem!
Que me quereis, perpétuas saudades?
Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.
Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.
Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.
Luí s de Camões
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.
Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.
Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.
Luí s de Camões
Ditoso seja aquele que somente
Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
Luís de Camões
Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
Luís de Camões
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